Sábado, 22 de Novembro de 2008

FILME - A RAZÃO DO MEU AFETO


Esse filme um tanto quanto velho (é de 1998) trata das coisas que queremos e deixamos de querer, questão esta que é absolutamente insuperável. Lembra até aquela música Flor da Idade do Chico Buarque.


A personagem de Jennifer Aniston namora um cara com quem não é muito feliz. Já o personagem de Paul Rudd (que está mais interessante do que normal, talvez porque era mais jovem), vai morar com ela, mas eles não se conhecem muito bem. Os dois acabam se aproximando muito.


Então Jennifer Aniston engravida do namorado, mas não quer criar o filho com ele. Paul Rudd se oferece para ser o pai. Apesar de não terem prometido exclusividade, os dois se mantém fiéis um ao outro por algum tempo, num relacionamento totalmente assexuado e baseado tão-somente na afeição.

Algum tempo depois, no entanto, Paul Rudd percebe que precisa de mais do que isso. Jennifer Aniston então se sente deixada pra trás.


A questão é complicada. Primeiro, a razão do nosso afeto é algo inexplicável. Pode ser um coisa hoje e outra amanhã. O importante é tomar as decisões com coragem e não deixar de lado as responsabilidade com as quais nos comprometemos.

O filme deixa a entender no final que o importante é que não nos desvincilhemos das pessoas de quem gostamos. Às vezes um relacionamento termina deiando nós que não podem ser desatados, ou que não queremos que sejam desatados, e precisamos nos adequar a estas situações.

Vale a pena assistir, é uma comédia romântica com temática interessante e bem menos tonta do que o normal. Isso porque os personagens são imperfeitos, porque a razão de seus afetos pode mudar.

Outro dia eu li numa revista (a Vida Simples, acho), que todo investimento feito no amor é a fundo perdido. É verdade. Enquanto o relacionamento está rolando tudo bem. Mas depois que acaba, toda aquela energia dispendida vai ter sido em vão. Fazer o que... Alguém aí vai deixar de se envolver por isso?

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