
Desgraça pouca é bobagem!
Já ouviu esta expressão? O roteirista deste filme com certeza já, e decidiu segui-la à risca para fazer um filme-desastre de ótima qualidade.

Há cinquenta anos atrás, durante a inauguração de uma escola, todos os alunos foram convidados a fazer um desenho. O desenho de todos foi colocado numa lata que foi enterrada para ser desenterrada só meio século depois (hoje, portanto).
Mas uma das alunas, que claramente carecia do uso de remédios tarja preta para doenças mentais, decidiu não fazer desenhos mas sim preencher todo seu papel com números. Quando a lata é finalmente desenterrada, o papel feito por essa menina cai por coincidência nas mãos de Nicolas Cage, que descobre que fazendo uso dele pode salvar o mundo. Ou não.

O enredo poderia ser muito melhor se fizesse mais sentido ou até mesmo se tentasse não explicar o inexplicável. Eu particularmente prefiro a ausência de explicação do que uma explicação esdrúxula.
Além disso, a atuaçaõ de Nicolas Cage é boa, claro, mas igual a todos os filmes em que o careca tem que bancar o herói, ou seja, se não é ruim também não é nada que já não tenha sido visto dezenas de vezes.

Em compensação, enquanto filme-tragédia PRESSÁGIO com certeza não decepciona e leva a coisa pro próximo nível. Na minha opinião o filme tem as melhores seqüências de mortes em massa decorrentes de tragédia feitas até hoje. Além disso o filme consegue ser bastante tenso com base em cenas bem arquitetadas.

Somando tudo, se for pra ver na telona do cinema, recomendo. Se for pra ver no sofá de casa nem tanto. Ou seja, corra!

Para ler uma segunda (e melhor) opinião sobre PRESSÁGIO, veja no CHP.
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