
Um cara chamado VIK MUNIZ parece ser de qualquer lugar menos do Brasil, mas o cara é brasileiro, apesar de morar e trabalhar em Nova York.
O MAM do Rio já mostrou, e agora é o MASP que está dedicando seu melhor espaço (o subsolo) às fotos desse cara que faz um trabalho super interessante. Depois de experimentar desenhar e fazer esculturas, ele percebeu que ele tinha tesão mesmo nas fotos que tirava de sua arte para fins de catálogo. Passou a ver arte de melhor qualidade nas fotos do que no trabalho original.

Então muito embora considerar Vik um fotógrafo não seja um erro, também não é um acerto. A fotografia é o que fica, porque a obra em si em geral é instantânea. Isso porque Vik em geral trabalha, propositadamente, com suportes materiais que não permitem que a peça em si dure muito tempo - só a fotografia vai ficar pra ser mostrada. Parte do tesão do trabalho dele é experimentar com os mais diversos tipos de materiais.

Geléia, manteia de amendoim, diamantes, caviar, cocaína, lixo - tudo pode virar algo fascinante para ser fotografado por Vik, pra depois voltar a ser o que era ou se tornar algo ainda pior - como comida estragada.

É um tipo interessante de arte em que o "como" aquilo foi feito ganha mais relevância do que o aspecto puramente estético da coisa. Esse "como", por sua vez, é contrabalanceado com o significado de cada peça para o artista e, claro, pra quem prestigia o trabalho.
Ou seja, na opinião deste entretido, vale a pena conhecer o trabalho do cara, que vai estar no nosso querido MASP só até 12 de julho. De segunda-feira o museu não abre, em compensação terça-feira a visitação é na faixa.
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Também no MASP atualmente está a exposição ARTE NA FRANÇA 1860-1960 - O REALISMO, parte das comemorações do ano da França no Brasil. A seleção contém diversas obras do próprio acervo do MASP, velhas conhecidas de quem frequenta, mas também obras de diversos outros museus (inclusive o Musée D'Orsay de Paris), e várias de coleções particulares.
São mais de cem quadros criados com influência do realismo francês. Para leigos como eu a visitação foi difícil pois há muito ali que não é realismo e saí sem entender qual a relação entre cada uma daquelas obras com as demais. Ou seja, foi frustrante sair de lá sem saber como o realismo faz com que todos aqueles quadros mereçam estar juntos na mesma sala.
Se você quer ver se supera esse desafio apareça no 2º andar do MASP até 28 de junho; se você está no Rio Grande do Sul, não vá ao MASP não, esta exposição estará no MARGS, em Porto Alegre, de 13 de julho a 30 de agosto de 2009.
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Também no MASP (1º andar) estão fotos de Manuel Vilariño, da exposição Terra em Transe. Tem alguma coisa muito bonita ali, mas algumas das fotos são um pouco chocantes de um jeito que não me agrada. Mas se você curte uma coisa mais mórbida tem até o dia 2 de agosto pra ir lá dar uma olhada.
aham
ResponderExcluirpor um acaso o masp não abre de segunda-feira abre?
nada feito rapaz... se quiser ver arte feita com pasta de amendoim, lixo e cocaína só de terça a domingo...
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