quarta-feira, 20 de maio de 2009

CINEMA - ANJOS E DEMÔNIOS



Tudo bem, a fé deve ser cega como o amor, não pode nem deve ser racionalizada senão não dá certo...

Mas não temos escolha, somos humanos e acabamos racionalizando isso também. Afinal, a Bíblia, como todo texto, é passível de interpretação, o sermão do padre também, os ensinamentos da vovó também...

Então hoje em dia é plenamente possível - e muito comum - que alguém se considere católico mas faça sexo, muito sexo, antes do casamento, ou se considere judeu e trabalhe que nem um louco todo sábado, enfim, interpretamos as coisas de um modo que a religião se amolde aos nossos desejos.

Pra ser sincero isso não diz muito sobre o filme ANJOS E DEMÔNIOS, mas diz muito sobre de onde vem sua história. Dentro da Igreja Católica tem muitas pessoas e claro, cada uma delas tem interpretações diferentes sobre Deus e o catolicismo em si.

Isso gera disputas internas que fazem com que Tom Hanks tenha que resolver diversos mistérios para salvar a Igreja Católica. Mas só porque ele é muito bonzinho, na verdade ele acredita que deve deixar tudo afundar.


Um filme muito melhor do que eu esperava e muito melhor do que o Código da Vinci. É menos pretensioso e tem um roteiro parecido, mas o que realmente torna este filme bem melhor é o pano de fundo: o Papa morreu e os maiorais da Igreja Católica estão na Capela Sistina tentando decidir quem o sucederá.


Enquanto isso, intrigas internas são inevitáveis e a interpretação dos códigos da igreja das maneiras mais diversas possíveis também. Fora, na Piazza San Pietro, pessoas do mundo todo esperam agitadas para saber quem será a pessoa que se tornará um dos guias espirituais da humanidade. Tudo isso servindo de recheio pra muita, muita ação.


Destaque para a gostosíssima-pra-quem-gosta-da-fruta Ayelet Zurer, que de bruxa só tem o nome, e que ajuda o Tom Hanks a tentar salvar o Vaticano. Haja tentação.


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Veja também a crítica do CHP.

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