quarta-feira, 27 de maio de 2009

POEMA - EVITEMOS A MORTE EM DOSES SUAVES DE PABLO NERUDA


Morre lentamente quem não viaja

Quem não lê, quem não houve música

Quem destrói o seu amor próprio

Quem não se deixa ajudar

Morre lentamente quem se transforma escravo do hàbito

Repetindo todos os dias o mesmo trajecto

Quem não muda as marcas no supermercado,

Não arrisca vestir uma cor nova

Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão

Quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is”

A um turbilhão de emoções indomáveis

Justamente as que resgatam brilho nos olhos,

Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho

Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho

Quem não se permite, uma vez na vida,

Fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da

Chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo

Não perguntando sobre um assunto que desconhece

E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo

Exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.

Estejamos vivos, então!

4 comentários:

  1. Muito bacana o blog ,depois volto com mais calma...
    se puder vote na minha indicada para bela do blog do mês de maio ,Mariana felicio,no lado esquerdo do tudo é historia.
    http://tudehistoria.blogspot.com/

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  2. já votei. a fernanda machado ganha essa fácil fácil... nada de mariana felício...

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  3. ops
    meus livros de neruda foram emprestados tambem e ainda espero a devolução
    alguém me mate antes que eu empreste mais alguma coisa

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  4. eu até ontem achava que vc não empretava nada...

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